Hello, pessoas!! Primeiramente, peço desculpas por ter “abandonado” o consultório de meu querido D.Octavio nas duas últimas semanas. A verdade é que o tempo tem sido muito curto… Enfim….hoje, mais uma vez, subsidio el mestre
Espero que gostem do tema.
Eis o tema propriamente dito:
Por muitas vezes, quando vivenciamos situações difíceis, tendemos à fuga, acreditando que, desta forma, não mais sofreremos por aquele motivo. Mero engano…
Digo isto porque a simples fuga de um problema específico e, de quebra, de todas as situações que lhes possam ser análogas não dão azo à superação daquela dificuldade, mas aumenta sim a possibilidade de se criar barreiras de autodefesa que poderão surtir um efeito contrário, qual seja, a perda da oportunidade de se vivenciar experiências fantásticas que por medo se deixa de conquistá-las.
Não falo isto com relação, apenas, aos relacionamentos afetivos (namoro/casamento), mas, também, ao âmbito familiar, sobretudo, pais e irmãos, profissional e social em geral. Enfatizo, porém, a primeira das formas, por ser esta a temática central deste consultório.
Sendo assim, pergunto: por que será que a mais ofensiva forma de traição, é, justamente, a proveniente de um namorado/marido? Não estaríamos superestimando esta forma de relacionamento? Vejamos.
Certamente, a profunda mágoa causada por um namorado, seja através de uma traição com uma terceira pessoa, seja por falta de retribuição de dedicação, seja por abandono, é fruto não só da real intensidade da ofensa, mas, sobretudo, porque é nesta forma de ofensa que a auto-estima [o amor próprio] é mais ferida.
Gera-se a tendência de se duvidar do valor dos prórpios atributos, físicos e intelectuais. Nestas horas, percebe-se que, de fato, somos seres sociais e que o excessivo sofrimento é causado pelo medo da solidão.
A fobia do sentimento de rejeição e, conseqüentemente, de ficar sozinho, gera a adoção de atitudes que, a priori, são contraditórias à idéia de que o ser humano é, por essência, social, quais sejam, aquelas tendentes ao impedimento de se aprofundar relacionamentos com outras pessoas, pois, somente desta forma haveria a certeza de se evitar todo aquele sofrimento outrora já suportado.
O pensamento que exposoto no parágrafo anterior tem por base não só a forma como já pensei por certo tempo, como, também, aquela defendida por várias outras pessoas que, da mesma forma que eu, magoaram-se em razão dos mesmos motivos.
O erro em se adotar a “solução milagrosa” descrita acima é um só: a certeza de que não se viverá nada de ruim, mas muito menos de bom. Ou seja, alcança-se um grande vazio, um verdadeiro 0 x 0.
Assim, não seria verossímil afirmar-se que a felicidade plena é tangível diante desta auto-limitação, porque a mesma decorre de uma visão simplória da vida, consistente na idéia de que todas as pessoas seriam iguais e que, por isso, todas elas gerariam a mesma dor que uma (ou algumas) específica(s) causou (ou causaram).
Ora, o maniqueísmo de se rotular pessoas como “boas” ou “más” chega à infantilidade. Deve-se lembrar sempre que todos os indivíduos são diferentes e que não se deve julgar o integral com base, tão-somente, no particular.
A auto-permissão de se vivenciar é essencial para que se possa alcançar a felicidade, pois, conforme diz o “rei”, Roberto Carlos, “o importante é que emoções eu vivi” (um esclarecimento: não sou fã do Roberto Carlos…hehehe, mas a frase de sua música encaixou direitinho no tema)
Ilustro o tema de hoje com três vídeos: O primeiro deles é uma cena de “O amor não tira férias” (The Holiday), um filme cuja temática é justamente a que me referi no texto, ou seja, a tentativa de se fugir dos dissabores causados pelas frustrações amorosas. Maaaaaaaaassss, conforme o título em português permite presumir, a intenção das protagonistas não logra êxito. Este diálogo é muito lindooo!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=PfWIeEXW8dU]
O segundo é o trailler de “Great Expectations”, Grandes Esperanças….adoro este filme!! Versão moderna de um clássico do século XIX de Dickens. Em resumo: a história de um amor de um garotinho por uma menina rica e esnobe, criada por uma velha louca que fora abandona no altar. Como forma de se “vingar” de todos os homens, a velha ensina a garota, Stelle, a ser fria para que não tivesse o mesmo destino que o seu. A idéia insana causa a extrema angústia do garoto (que se torna adulto nutrindo o mesmo amor impossível) e, por tabela, gera dor à própria menina que, ainda que pareça ser uma boa aprendiz dos ensinamentos da velha abandonada, suprime a chance de vivenciar um amor verdadeiro.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=91QF2DISa7Y]
Por fim, a música “Epitáfio” dos Titãs. A letra é fantástica…escutem e reflitam!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=L3eiOMQVUqs]
Beijos para todos!;)






HUmpf… te falar que esse tópico me veio como uma luva hoje…
Eu aqui… refletindo sobre minha vida… e daí você me mostra o que aconteceria se…
Te adoro moça….
Lindo post
Como uma luva pra vc don?
E pra mim entao, só revelou a conclusão desse fds…
Conclui que o “alguém”, é exatamente este tipo de pessoa.
Como autodefesa generaliza as mulheres. Diz-se incompreendido, pq as mulheres que já teve um dia não o entende, pelo o fato dele achar desnecessário manter mto contato, pq não é do tipo que liga, vez q acha perda de tempo faze-lo.. independente do canal (email, telefone, msg)
Então alegou que sempre “perdia” as mulheres, sem perceber o simplório fato de q quem não dá assistencia, abria concorrencia.. Mas o incrível é ouvi-lo dizer que nem se importava.. Pq tem mais com oq se preocupar..
A tradução disso tudo é medo!
Medo de se envolver, medo de ter um relacionamento profundo.. Pq se pouco contato se tem, o envolvimento é superficial, entao se for traido é mais facil superar.. e continuar a vida como se nada tivesse acontecido..
É uma total autodefesa; como se precisasse de uma armadura para se apaixonar, amar e viver..
E eu que não sou assim, e nem consigo ser, prefiro ter emoçoes reais, sejam boas ou ruins, pq é o que me faz sentir viva!!
PS: don, vc q sabe da história, não fui eu kem começou o papo,, rs Ele simplesmente começou a falar, como se quisesse que eu soubesse como ele eh..
Adorei o post!!
Bjoos
Querido Don, nem precisa eu reafirma, mas assim o faço por costume: adoro vc tbm
Que bom que gostou do tema…interessante que é um tema simples, mas que é tão difícil de se admitido por nós todos!!
Mah, querida, o carinha do qual você falou, um dia, tbm vai cair na real…cedo ou tarde… não o conheço, nem sei se vale a pena, mas se você achar que vale, tente fazê-lo acreditar na sinceridade da sua intenção de construir uma relação séria…Agora, se não surtir efeito, “vai p/pista, meninaaa”! A vida é curta demais para ser disperdiçada com alguém que não consegue ver o que está perdendo deixar você passar!
Bjinhos para ambos!
Obrigado!
Este tópico me ajudou a esclarecer muitas coisas.
Concordo totalmente com a Mah! Afinal, fui este tipo de pessoa descrito no texto.
Posso dizer que em meu caso, ela tomou a iniciativa. E que, pensando muito ultimamente e por ler este texto, acabei por aceitar e concordar que tive medo. Aliás, medo demais. Talvez por achar que com ela, poderia conseguir algo a mais. Logo, fiquei confuso e percebi que o meu maior medo foi o da rejeição.
Se alguém puder me dar algumas dicas, eu agradeço.
Abraços e beijos!
Rodrigo, que bom que o tema ajudou…
Um conselho: tente enfrentar este medo…se esta pessoa em particular que você mencionou, ainda despertaro seu interesse, corra atrás, não deixe passar…tente explicar a ela quais foram os reaismotivos que o fizeram se esquivar…porque, certamente, a garota está pensando que você é, apenas “igual a todos os outros que não querem nada de sério”… Conselho que dei p/Mah serve p/vc tbm: se não der certo com esta, meu querido, curta a vida, pq o acaso vai protegê-lo..quando se menos espera é IMPRESSIONANTE…. as coisas mudam de figura!
Bjo. Fica com Deus!
[...] Texto extraído do blog do Don Octavio [...]
[...] Texto extraído do blog do Don Octavio [...]